quinta-feira, 18 de março de 2010

"Ai, quantos dias?"
"Ai, é bem novinha,né?"
"Ai, pensei que fosse de brinquedo!"
"Ai, já tem um 'mesinho' ?"

"Ai, puta que o pariu!!!!!"


"Ai, é gurizinho?"
Campus do Vale pela manhã
O tempo só faz deixá-lo mais verde, florido
Nem sei em que estação estou/estamos

É estranho falar disso sem usar o nós
Tipo: "Estou no verão" ou "Estou na primavera"

A verdade é que as estações do ano nunca coincidem comigo
De repente, o guarda-chuva guarda-sol

segunda-feira, 8 de março de 2010

Chorinho com acordeon?
Os mano
As mana
O mano e a mana
Desdém
Desdentadinha

Familiarada

Minha família é, às vezes, tão futil.
Não sei se é verbo.
Se for, é daqueles difíceis de conjugar.
Tipo, um verbo defectivo, anômalo.
No mínimo, é reflexivo: o sujeito sofre a ação.
A vantagem de ter essa palavra como substantivo é que ela é unica; quero dizer, só tem em português.
Em outras línguas, existe um verbo e todo mundo conjuga tranquilamente. Pelo menos no que tange a gramática.
Como dizia no começo, não sei se é verbo...
Mas com certeza tem um caráter alucinógeno.
É que eu vinha de bus, sentido Charqueadas-Poa, ensimesmada no sul da minha poltrona quando, de repente, ouço um tecladinho canalha e reconheço uma voz distorcida de mulher que, antes de começar a cantar, diz, entre outras coisas, DJ Juninho...
Belém!!!!
Se é verbo, não sei conjugar.
Se é droga, sim, saudade dá barato.